quarta-feira, 28 de maio de 2008

Como o futebol explica o mundo


O futebol é mais do que um esporte, ou mesmo um modo de vida, abrange questões complexas que ultrapassam a arte do jogo. Envolve interesses reais, capazes de arruinar regimes políticos e deflagrar movimentos de libertação. Os clubes de futebol espelham classes sociais e ideologias políticas, e freqüentemente inspiram uma devoção mais intensa que as religiões.

Para realizar esse trabalho de reportagem, Franklin Foer viajou o mundo - da Itália ao Irã, do Brasil à Bósnia - analisando o intercâmbio entre o futebol e a nova economia global. E acabou por derrubar mitos, ao verificar que em vez de destruir as culturas locais, como preconizava a esquerda, a globalização deu nova vida ao tribalismo, e que, longe de promover o triunfo do capitalismo apregoado pela direita, fortaleceu a corrupção.

O autor apresenta uma vasta e por vezes quase inverossímil galeria de personagens - um hooligan inglês, filho de uma judia com um nazista, que devotou sua vida à violência; mulheres que freqüentam os estádios iranianos; os cartolas do futebol brasileiro; uma torcida organizada sérvia que se transformou em brutal unidade paramilitar. As histórias colecionadas - extravagantes, violentas, engraçadas, trágicas - ilustram desde o choque de civilizações à economia internacional e revelam como o futebol e seus fiéis seguidores podem expor as mazelas de uma sociedade, sejam elas a pobreza, o anti-semitismo ou o fanatismo religioso.

Como o futebol explica o mundo
Autor: Franklin Foer
Tradução: Carlos Alberto Medeiros
Editora: JORGE ZAHAR
Preço estimado: R$29,50

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O som do gol é diferente no rádio brasileiro

Só mesmo no país do futebol é que o gol no rádio poderia ter outro som. A narração de uma partida pelos locutores brasileiros é singular. Jogando com o imaginário do fanático torcedor, o locutor cria um lance mais bonito do que a realidade. É uma descrição sempre emocionante, precisa e rica em detalhes. O narrador brasileiro, advogado criminalista e jornalista de São Paulo, Joseval Peixoto, conta sua experiência em partidas no exterior: "A gente grita sem se preocupar com quem está em volta". É um espetáculo à parte para a platéia do primeiro mundo, habituada a uma narração mais informativa e menos empolgante.

Quem começou tudo isso foi Nicolau Tuma, que fez a primeira transmissão de um jogo de futebol do rádio brasileiro, em 20 de fevereiro de 1932. A emoção na hora do gol sempre respondeu ao grito que vinha das arquibancadas. O futebol é a grande paixão nacional do Brasil, tanto que, em 1938, o compositor Ari Barroso, autor de Aquarela do Brasil, naquela época também locutor esportivo, inventou uma forma de destacar o gol na sua narração, para não ser abafado pelos torcedores.

O jornalista Sérgio Cabral conta no livro No Tempo de Ari Barroso que sua descoberta saiu de uma loja de brinquedos, onde Ari buscava algo que tivesse um som infantil. Seu encanto foi uma gaitinha, que soprava na hora do gol, com mais intensidade se fosse do Flamengo, seu time do coração.

Naquele mesmo ano, 1932, o rádio brasileiro transmitiu pela primeira vez um campeonato mundial de futebol: a Copa do Mundo da França. Serviços de alto-falantes foram instalados nas praças de centenas de municípios brasileiros, para que a população pudesse acompanhar as partidas através da narração de Gagliano Neto. De lá para cá, o rádio revelou seguidas gerações de locutores, na sua maioria formados no interior do país. Do estilo mais descritivo de Jorge Cury, Edson Leite, Oduvaldo Cozzi e Rebelo Júnior - o homem do gol inconfundível - ao ritmo alucinante de Pedro Luiz, Geraldo José de Almeida, Waldir Amaral, Joseval Peixoto, Fiori Giglioti, Osmar Santos e José Silvério. Estes nomes desfilaram pelo dial do rádio brasileiro ao longo das últimas cinco décadas, despertando paixões nos ouvintes como se fossem os próprios ídolos do futebol.

Para se manter bem informado sobre futebol no Brasil, o torcedor sabe que o veículo que melhor cobre, difunde e promove este esporte é o rádio. No Rio de Janeiro, as Rádios Nacional, Globo e Tupi. Em São Paulo, a Bandeirantes, a Jovem Pan - antiga Panamericana - e a Record. Em Belo Horizonte, a Rádio Itatiaia. Em Porto Alegre, as Rádios Farroupilha, Gaúcha e Guaíba. Em Recife, a Rádio Jornal do Commercio. E, em Curitiba, a Clube Paranaense. Estas emissoras registraram sua marca na história do rádio esportivo brasileiro.

Mas nem só de futebol viveu o rádio do Brasil nos últimos anos. A cobertura do automobilismo brasileiro de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna teve espaço cativo nas principais estações do país. O maior sucesso nas transmissões da Fórmula-1, sem dúvida, foi alcançado pela Rádio Jovem Pan durante os anos 70. As corridas eram narradas por Wilson Fittipaldi, o "Barão", pai do piloto Emerson Fittipaldi, que conquistou seu primeiro campeonato em 72. No Grande Prêmio da Itália, que decidiu o título daquele ano, Wilson Fittipaldi não conteve a emoção com a vitória do filho, entregando o microfone ao comentarista Orlando Duarte para o final da transmissão.

por Fernando Vieira de Mello, filho

Fonte: brasilcultura.com.br/

terça-feira, 6 de maio de 2008

Histórias de um grande goleiro


Em 22 anos como jogador profissional, Raul Plassmann foi o goleiro de dois dos times mais extraordinários e vitoriosos do Brasil - o Cruzeiro de Tostão e o Flamengo de Zico.

Além das qualidades como atleta, Raul também evidenciou seu talento como contador das histórias vividas nos jogos e concentrações como jogador e na sua experiência como comentarista.

Boa parte deste retrato bem humorado do universo do futebol é revelado no livro Raul Plassmann - Histórias de um Goleiro, em que o jornalista Renato Nogueira coloca no papel as deliciosas histórias vividas e narradas pelo craque que se notabilizou como o jovem que vestiu a célebre camisa amarela do Cruzeiro e o veterano que se tornou campeão mundial pelo Flamengo.


Raul Plassmann - Histórias de um Goleiro
Autor: Renato Nogueira
Editora: Dorea Books
Preço estimado: R$30,00

segunda-feira, 28 de abril de 2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

Drummond fala de futebol



Quando é dia de Futebol é uma coletânea de crônicas e apontamentos esparsos sobre futebol, escritos por Carlos Drummond de Andrade para jornais diários. O assunto Copa do Mundo recebe grande destaque na publicação.

O livro é prefaciado por Pelé e é fruto do trabalho de pesquisa e seleção de textos de Luís Maurício e Pedro Augusto Graña Drummond.

Alguns assuntos abordados
Literatura Brasileira: Poesia. Crônicas. Futebol.
Suíça 1984: A Grande Ilusão.
Suécia 1958: O Divino Caneco.
Chile 1962: Na Raça ou na Graça.
Inglaterra 1966: Taça de Amarguras.
México 1970: Vencer com Honra e Graça.
Alemanha 1974: Esperanças Picadas.
Argentina 1978: Que Importa o Não-Ter-Sido?
Espanha 1982: A Hora Dura do Esporte.
México 1986: Sem Revolta e sem Pranto.
Pelé. Garrincha.

Editora: RECORD
Faixa de preço: R$25,00 a R$33,00

segunda-feira, 14 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ambição governamental, Olimpíadas e Copa de 2014



Caderno especial da Folha de S.Paulo sobre os Jogos Olímpicos publicado no domingo (6/4) estampa um montante na capa: R$ 1.192.976.259,27. Essa é quantia que o governo federal e suas empresas investiram desde 2005 no esporte de alto rendimento, informa o texto de abertura do especial. O caderno não traz dados sobre previsão de
desembolso nos próximos anos, embora indique que os valores deverão ser ainda maiores.

Uma outra matéria do mesmo jornal, publicada, sem destaque, em 18 de março, já mencionava os investimentos estatais, embora o texto focasse na questão das metas estabelecidas pelo governo para as conquistas olímpicas do Brasil. "Governo contraria COB e traça metas" era o título de matéria da Folha sobre plano elaborado pelo Ministério do Esporte que, entre outras coisas, busca melhorar a performance brasileira nos próximos Jogos Olímpicos.

Na reportagem, lê-se que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem a "tradição" de "não realizar projeções". O jornal também nos conta que, ao ser consultado sobre o plano do governo, o COB afirmou que o importante é "dar suporte" aos atletas, "independentemente do número de medalhas". O Comitê diz ainda, sempre segundo a Folha, que "desconhece os critérios, as argumentações e a projeção do ministério".
Diante de tão pouca sinergia (para usar um termo em moda) entre os dois entes, é surpreendente ler, na seqüência da matéria, que é exatamente o COB o órgão que receberá dinheiro público para implementar as ações com as quais se pretende alcançar a meta do governo.

Os repasses governamentais previstos para os próximos anos, porém, não são mencionados no texto, embora o montante repassado entre 2001 e 2006 (quase R$ 400 milhões) esteja na matéria.

O fio da meada

A reportagem de 18/3 e o caderno especial de 6/4 da Folha trazem a ponta do fio. Os jornalistas esportivos têm agora uma grande pauta em mãos. Cabe ao nosso jornalismo esportivo a tarefa de desenrolar o resto da história: quanto será repassado ao COB nos próximos anos? De que forma? Quem fiscalizará o uso dessa montanha de dinheiro? De que forma se dará este monitoramento? Seria importante que os jornais começassem a preparar seus profissionais para o acompanhamento desses gastos.

Assim, quando um Diogo Silva (lutador de taekwondo, ouro no Pan-2007) disser que falta apoio, a declaração não pegará a imprensa desprevenida. E quando um atleta ou uma equipe obtiver êxitos, as conquistas poderão ser melhor compreendidas se os jornais tiverem noticiado que as verbas para o apoio àquele esporte de fato chegaram aos esportistas e não ficaram pelo caminho.

Uma pequena contribuição para a pauta: estudo do NAO (o "Tribunal de Contas da União" na Inglaterra) divulgado em março aponta os riscos de um plano similar, desenvolvido pelo governo inglês, que estabeleceu como meta para a delegação da Grã-Bretanha terminar em quarto lugar nas Olimpíadas de 2012, em Londres.
Lá, como cá, na ambição de fazer bonito em grandes eventos esportivos, o governo vai repassar verbas para um ente não-governamental.

Enfim, os jornalistas esportivos, que sempre carregaram a fama, às vezes injusta, de fazer matérias "menos importantes", têm a oportunidade de dar uma bela contribuição à sociedade brasileira e, de tabela, faturar cobiçados prêmios de jornalismo. De quebra, ainda, treinam o olhar para a grande pauta dos próximos anos: a preparação à Copa de 2014.

Por Fabiano Angélico em 8/4/2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Cuidado com a Barriguinha



Barriga, em jornalismo, quer dizer publicar um fato falso, mas sem intenção de enganar o leitor. Uma mancada, informação errada, uma autotraição. Geralmente, o erro cai no ridículo, fica circunscrito aos limites do vexame, mas há casos nos quais a barriga assume dimensões sérias.

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sexta-feira, 7 de março de 2008

Preleção



Equipe de jornalismo

a) Apresentação e produção da entrevista: Otávio e Lívia
b) Reportagem Especial (Arbitragem): Frederico
c) Crônica (O choro) e Notas: Breiller
d) Reportagem Cruzeiro (Clássico da semana): Lucas
e) Reportagem Atlético (Clássico da Semana): Rosali
f) Reportagem (Minas Tênis Clube): Lígia
g) Mesa Redonda: Clássico Atlético e Cruzeiro

Equipe de Publicidade e Propaganda

a) Vinhetas e pílulas sobre esportes olímpicos: Pedro e Bruno;
b) Campanha violência de torcidas: Henrique;
c) Preservação do Campus: Diogo
d) Torneio do CEU: Zulato
e) Discas de saúde: Cristiano

quinta-feira, 6 de março de 2008

Esquema Tático


PROGRAMA ESPORTIVO PARA RÁDIO
Departamento de Comunicação Social
Código: COM305
Carga: 90h/a
Créditos: 6


ESPECIFICAÇÕES GERAIS
Programa de 30 minutos de duração
Produção e veiculação às segundas-feiras de 8h às 12h30

RESPONSÁVEIS
Prof. Carlos Magno Camargos Mendonça
Jornalista Enderson d’ Assumpção Cunha

EMENTA
Pauta, apuração, redação de matérias e produção de programa esportivo radiofônico para veiculação no Portal Tubo de Ensaio e na Rádio UFMG Educativa.

OBJETIVOS
Exercitar as práticas de apuração e redação em ritmo diário e semanal.
Exercitar empiricamente noções de noticiabilidade, valor-notícia e fato jornalístico para rádio.
Exercitar edição e produção editorial de programas radiofônicos.
Exercitar a produção de spot e arte para rádio.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
As equipes de jornalismo estarão envolvidas na produção de reportagens, comentários, artigos e análises do contexto esportivo. Elas funcionarão em sistema de rodizio.
A equipe de publicidade e propaganda atuará na produção editorial e de spot, bem como no trabalho de arte para os programas.
A equipe de edição de estúdio será fixa durante todo o semestre.